Mês da Mulher termina hoje. Mas a luta contra a violência não para

Uma história real mostra como uma lei criada por iniciativa da deputada federal Renata Abreu pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Durante um encontro com mulheres em Osasco, a deputada do Podemos-SP ouviu um relato que marcou sua trajetória. Uma mulher viajou do Rio Grande do Sul apenas para agradecer. A irmã dela estava viva por causa da Lei 13.931/2019.

A vítima havia procurado atendimento médico. Os profissionais de saúde perceberam sinais de agressão, registraram o caso e avisaram a polícia. Quando os agentes chegaram à casa, encontraram a mulher sendo espancada naquele momento. A intervenção evitou uma tragédia.

A lei determina que hospitais e unidades de saúde, públicos e privados, comuniquem à polícia, em até 24 horas, qualquer suspeita ou confirmação de violência contra a mulher. Também exige o registro no prontuário médico, criando um caminho mais rápido para proteger a vítima.

Pode parecer simples. Mas, na prática, essa mudança quebra um dos maiores obstáculos enfrentados pelas mulheres: o silêncio.

Muitas vítimas não denunciam por medo, dependência financeira ou pressão familiar. Antes da lei, mesmo quando médicos percebiam a violência, não havia obrigação de avisar as autoridades. Hoje, essa responsabilidade existe. E salva vidas.

“Saber que uma vida foi salva graças a essa lei foi um dos momentos mais marcantes da minha vida pública”, afirma Renata Abreu.

O caso não é isolado. Ele mostra o que acontece quando uma política pública funciona de verdade.

“O mês termina hoje. Mas a urgência continua. Porque, quando o silêncio é quebrado, vidas são protegidas”, diz Renata Abreu, uma das parlamentares mais atuantes no Congresso Nacional na luta contra a violência feminina pelos direitos da mulher brasileira.

Texto – Lola Nicolás

Foto – Luís Felipe Morais

 

 

 

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