Pesquisa do Hospital A.C. Camargo mostra que a maioria dos brasileiros sabe reconhecer um dos principais sinais do câncer de intestino, mas quase metade dos que percebem sangue nas fezes não procura atendimento médico.
Para a deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), o levantamento reforça a necessidade de ampliar as campanhas de conscientização e investir mais em pesquisa, inovação, diagnóstico precoce e acesso rápido a medicamentos e tratamentos para aumentar as chances de cura da doença.
Segundo o levantamento, 67% dos entrevistados reconheceram que a presença de sangue nas fezes pode ser um sinal de câncer colorretal. E quase metade afirmou que, apesar de terem percebido esse sintoma, não procurou atendimento médico.O estudo também mostra que dois em cada três brasileiros nunca ouviram falar do exame FIT, utilizado para detectar sangue oculto nas fezes, ferramenta considerada fundamental para o diagnóstico precoce da doença.
“Não basta conhecer os sintomas. É preciso perder o medo de procurar o médico. Essa barreira se rompe com campanhas permanentes de conscientização e com um sistema que ofereça segurança ao paciente, por meio de diagnóstico rápido, tratamento sem demora e acesso às terapias mais modernas. Quanto mais cedo o câncer é descoberto, maiores são as chances de cura”, afirma Renata Abreu.
A parlamentar é autora do Projeto de Lei 372/2025, que cria o Programa Nacional de Pesquisa e Prevenção do Câncer (PNPPC), que incentiva pesquisas sobre a doença, estimula o desenvolvimento de tecnologias para diagnóstico precoce e tratamento, amplia ações de prevenção e conscientização, fortalece parcerias entre os setores público e privado e cria mecanismos permanentes de financiamento à pesquisa científica. Também prevê incentivos fiscais para empresas que investirem na área e a criação do Prêmio Nacional de Pesquisa sobre o Câncer.
Renata também apresentou o Projeto de Lei 2389/2026, que garante o fornecimento de terapias nutricionais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), buscando impedir a interrupção desses tratamentos para pacientes com câncer e outras doenças que comprometem a alimentação adequada.
“O câncer não espera. Quanto mais cedo a doença é identificada e o tratamento começa, maiores são as chances de cura e de qualidade de vida para o paciente. Por isso, precisamos fortalecer todas as etapas dessa jornada, da conscientização ao acesso às melhores terapias”, conclui a deputada federal Renata Abreu.
Texto – Lola Nicolás
Foto – Luís Felipe Morais
