A inclusão social é um dos maiores desafios do país. Barreiras físicas, preconceito e falta de acessibilidade ainda impedem milhões de brasileiros de ocupar plenamente seu espaço na sociedade. Para colocar essa questão no centro do debate nacional, a deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP) propõe um movimento permanente em defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Renata é autora do Projeto de Lei 3756/2019, que cria o Setembro Verde para mobilizar o país em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. A proposta é transformar esse mês em um período de campanhas e ações de conscientização sobre acessibilidade, respeito às diferenças, igualdade de oportunidades e o direito de todos à plena participação na vida em sociedade.
Segundo o Censo Demográfico de 2022, do IBGE, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência. Para a parlamentar, esse contingente não pode continuar enfrentando obstáculos para estudar, trabalhar, circular pelas cidades, acessar serviços públicos ou exercer direitos que deveriam ser garantidos a todos.
“O maior desafio não é apenas eliminar barreiras físicas. É acabar com a invisibilidade. Pessoas com deficiência não precisam de compaixão. Precisam ser respeitadas, acolhidas e ter as mesmas oportunidades que qualquer cidadão”, afirma a parlamentar
Renata destaca que o Setembro Verde nasce com um propósito simples e permanente: lembrar, todos os anos, que acessibilidade, respeito e igualdade de oportunidades precisam fazer parte do cotidiano das escolas, das empresas, dos órgãos públicos e de toda a sociedade. “A proposta de criação do Setembro Verde é manter essa reflexão viva para que ninguém seja esquecido, excluído ou tratado como invisível por causa de uma deficiência.”
Renata Abreu é uma das parlamentares mais atuantes na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Seus projetos abrangem acessibilidade, educação inclusiva, apoio às famílias, oportunidades de trabalho e garantia de seus direitos.
Nesta semana, o deputado Paulo Soares foi designado relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação (CFT ). A proposta já teve parecer aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD ).
Texto – Lola Nicolás
Foto – Luís Felipe Morais
